terça-feira, 20 de agosto de 2013
sexta-feira, 28 de maio de 2010
Se, ao final desta existência,
alguma ansiedade me restar
e conseguir me perturbar;
se eu me debater aflito
no conflito, na discórdia...
Se ainda ocultar verdades
para ocultar-me,
para ofuscar-me com fantasias por mim criadas...
Se restar abatimento e revolta
pelo que não consegui
possuir, fazer, dizer e mesmo ser...
Se eu retiver um pouco mais
do pouco que é necessário
e persistir indiferente ao grande pranto do mundo...
Se algum ressentimento,
algum ferimento
impedir-me do imenso alívio
que é o irrestritamente perdoar,
e, mais ainda,
se ainda não souber sinceramente orar
por quem me agrediu e injustiçou...
Se continuar a mediocremente
denunciar o cisco no olho do outro
sem conseguir vencer a treva e a trave
em meu próprio...
Se seguir protestando
reclamando, contestando,
exigindo que o mundo mude
sem qualquer esforço para mudar eu...
Se, indigente da incondicional alegria interior,
em queixas, ais, e lamúrias,
persistir a buscar consolo, conforto, simpatia
para a minha ainda imperiosa angústia...
Se, ainda incapaz
para a beatitude das almas santas,
precisar dos prazeres medíocres que o mundo vende...
Se insistir ainda que o mundo silencie
para que possa embeber-me de silêncio,
sem saber realizá-lo em mim...
Se minha fortaleza e segurança
São ainda construídas com os materiais
grosseiros e frágeis
que o mundo empresta,
e eu neles ainda acredito...
Se, imprudente e cegamente,
continuar desejando
adquirir,
multiplicar,
e reter
valores, coisas, pessoas, posições, ideologias,
na ânsia de ser feliz...
Se, ainda presa do grande embuste,
insistir e persistir iludido
com a importância que me dou...
Se, ao fim de meus dias,
continuar
sem escutar, sem entender, sem atender,
sem realizar o Cristo, que,
dentro de mim,
Eu sou,
terei me perdido na multidão abortada
dos perdulários dos divinos talentos,
os talentos que a Vida
a todos confia,
e serei um fraco a mais,
um traidor da própria vida,
da Vida que investe em mim,
que de mim espera
e que se vê frustrada
diante de meu fim.
Se tudo isto acontecer
terei parasitado a vida
e inutilmente ocupado
o tempo
e o espaço
de Deus.
terei meramente sido vencido
pelo fim,
sem ter atingido a Meta.
Extraído do livro Canção Universal in http://www.yoga.pro.br/artigos.php?cod=525&secao=3032
alguma ansiedade me restar
e conseguir me perturbar;
se eu me debater aflito
no conflito, na discórdia...
Se ainda ocultar verdades
para ocultar-me,
para ofuscar-me com fantasias por mim criadas...
Se restar abatimento e revolta
pelo que não consegui
possuir, fazer, dizer e mesmo ser...
Se eu retiver um pouco mais
do pouco que é necessário
e persistir indiferente ao grande pranto do mundo...
Se algum ressentimento,
algum ferimento
impedir-me do imenso alívio
que é o irrestritamente perdoar,
e, mais ainda,
se ainda não souber sinceramente orar
por quem me agrediu e injustiçou...
Se continuar a mediocremente
denunciar o cisco no olho do outro
sem conseguir vencer a treva e a trave
em meu próprio...
Se seguir protestando
reclamando, contestando,
exigindo que o mundo mude
sem qualquer esforço para mudar eu...
Se, indigente da incondicional alegria interior,
em queixas, ais, e lamúrias,
persistir a buscar consolo, conforto, simpatia
para a minha ainda imperiosa angústia...
Se, ainda incapaz
para a beatitude das almas santas,
precisar dos prazeres medíocres que o mundo vende...
Se insistir ainda que o mundo silencie
para que possa embeber-me de silêncio,
sem saber realizá-lo em mim...
Se minha fortaleza e segurança
São ainda construídas com os materiais
grosseiros e frágeis
que o mundo empresta,
e eu neles ainda acredito...
Se, imprudente e cegamente,
continuar desejando
adquirir,
multiplicar,
e reter
valores, coisas, pessoas, posições, ideologias,
na ânsia de ser feliz...
Se, ainda presa do grande embuste,
insistir e persistir iludido
com a importância que me dou...
Se, ao fim de meus dias,
continuar
sem escutar, sem entender, sem atender,
sem realizar o Cristo, que,
dentro de mim,
Eu sou,
terei me perdido na multidão abortada
dos perdulários dos divinos talentos,
os talentos que a Vida
a todos confia,
e serei um fraco a mais,
um traidor da própria vida,
da Vida que investe em mim,
que de mim espera
e que se vê frustrada
diante de meu fim.
Se tudo isto acontecer
terei parasitado a vida
e inutilmente ocupado
o tempo
e o espaço
de Deus.
terei meramente sido vencido
pelo fim,
sem ter atingido a Meta.
Extraído do livro Canção Universal in http://www.yoga.pro.br/artigos.php?cod=525&secao=3032
quinta-feira, 27 de maio de 2010
How can I go on
Como posso continuar dia após dia,
Quem pode me fortalecer em todos os sentidos
Onde posso estar seguro?
A onde pertenço?
Nesse enorme mundo de tristeza ...Como posso continuar?
As vezes eu tremo no escuro,
Não consigo ver
Quando as pessoas me assustam, tento me esconder longe da multidão
Tem alguém aí pra me confortar?
Deus...cuide de mim!
A onde pertenço?
Nesse enorme mundo de tristeza
...
Como posso continuar?
Freddie Mercury
Como posso continuar dia após dia,
Quem pode me fortalecer em todos os sentidos
Onde posso estar seguro?
A onde pertenço?
Nesse enorme mundo de tristeza ...Como posso continuar?
As vezes eu tremo no escuro,
Não consigo ver
Quando as pessoas me assustam, tento me esconder longe da multidão
Tem alguém aí pra me confortar?
Deus...cuide de mim!
A onde pertenço?
Nesse enorme mundo de tristeza
...
Como posso continuar?
Freddie Mercury
segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010
sábado, 13 de fevereiro de 2010
Solidão
Solidão não é a falta de gente para conversar, namorar, passear ou fazer sexo... isto é carência.
Solidão não é o sentimento que experimentamos pela ausência de entes queridos que não podem mais voltar..... isto é saudade.
Solidão não é o retiro voluntário que a gente se impõe, às vezes, para realinhar os pensamentos...isto é equilíbrio.
Solidão não é o claustro involuntário que o destino nos impõe compulsoriamente para que revejamos a nossa vida... isto é um princípio da natureza.
Solidão não é o vazio de gente ao nosso lado..... isto é circunstância.
Solidão é muito mais do que isto.
Solidão é quando nos perdemos de nós mesmos e procuramos em vão pela nossa alma...
Francisco Buarque de Holanda
Solidão não é a falta de gente para conversar, namorar, passear ou fazer sexo... isto é carência.
Solidão não é o sentimento que experimentamos pela ausência de entes queridos que não podem mais voltar..... isto é saudade.
Solidão não é o retiro voluntário que a gente se impõe, às vezes, para realinhar os pensamentos...isto é equilíbrio.
Solidão não é o claustro involuntário que o destino nos impõe compulsoriamente para que revejamos a nossa vida... isto é um princípio da natureza.
Solidão não é o vazio de gente ao nosso lado..... isto é circunstância.
Solidão é muito mais do que isto.
Solidão é quando nos perdemos de nós mesmos e procuramos em vão pela nossa alma...
Francisco Buarque de Holanda
sábado, 5 de dezembro de 2009
Esta é para você que me visita todos os dias, sim você!, você mesmo (a)!:...
Eu acho que temos apenas duas opções: ou você me ama ou você me odeia! tenho medo que seja a segunda opção!... o ódio não é bom, vc deve saber!, então, se você me odeia, só pode ser com seu coração e não com sua razão, assim, você ainda tem chance: abra seu coração e me conheça, ou use sua razão e me esqueça!, mas... se você me ama, não deve ser como acha que ama, pois senão, não me visitaria assim sem nem ao menos dar um oi, você deve então, usar sua razão. Abaixo segue um texto para que você reflita:
" O amor não depende da nossa vontade, e esse é o seu maior mistério. Não está no âmbito dos nossos poderes humanos amar alguém a pedido, ou por ordem." Compte-Sponville
Mas há outra perspectiva, diferente, de ver o amor. Uma perspectiva em que o amor deve depender da razão, para nosso bem, e para bem do próprio amor.
O amor e o ódio associam-se, muitas vezes. O amor intenso a certas causas alimenta o ódio àquilo e àqueles que se opõem. O ódio que move corações e multidões mundo fora, o ódio presente nas manifestações de rua, nas pedras, nas ameaças que saem de mil bocas enfurecidas – com legitimidade ou sem ela, não interessa para o caso – é paralelamente uma forma de amor ao Deus, à pátria, à causa, às ideias que se defendem…
O amor pode de fato ser extremamente agressivo e negativo. O amor que não é esclarecido e informado, onde não há reflexão, humildade, tolerância, o amor que é acompanhado por concepções em que os adversários são encarados como seres demoníacos, o amor que dá voz a instintos genéticos, o amor que é espontâneo, animal, independente da nossa vontade, passional, é – ou pode ser em muitos casos - particularmente perigoso.
Não devemos enaltecer o carácter espontâneo, natural, do amor. Os amores espontâneos, independentes da nossa razão, podem na realidade ser tremendos pesadelos.
Esses amores podem ter uma base genética, espontânea, natural, mas isso não os torna uma realidade positiva. Há que contrariá-los por via de valores e da nossa consciência e inteligência - por outras palavras, da nossa razão. Ou seja: ao contrário do que se costuma dizer, o amor não é, ou não deve ser, em muitos casos, independente da razão." http://www.loveessaysbook.com/Amor-Valores/Amor-comandar-razao.htm
Eu acho que temos apenas duas opções: ou você me ama ou você me odeia! tenho medo que seja a segunda opção!... o ódio não é bom, vc deve saber!, então, se você me odeia, só pode ser com seu coração e não com sua razão, assim, você ainda tem chance: abra seu coração e me conheça, ou use sua razão e me esqueça!, mas... se você me ama, não deve ser como acha que ama, pois senão, não me visitaria assim sem nem ao menos dar um oi, você deve então, usar sua razão. Abaixo segue um texto para que você reflita:
" O amor não depende da nossa vontade, e esse é o seu maior mistério. Não está no âmbito dos nossos poderes humanos amar alguém a pedido, ou por ordem." Compte-Sponville
Mas há outra perspectiva, diferente, de ver o amor. Uma perspectiva em que o amor deve depender da razão, para nosso bem, e para bem do próprio amor.
O amor e o ódio associam-se, muitas vezes. O amor intenso a certas causas alimenta o ódio àquilo e àqueles que se opõem. O ódio que move corações e multidões mundo fora, o ódio presente nas manifestações de rua, nas pedras, nas ameaças que saem de mil bocas enfurecidas – com legitimidade ou sem ela, não interessa para o caso – é paralelamente uma forma de amor ao Deus, à pátria, à causa, às ideias que se defendem…
O amor pode de fato ser extremamente agressivo e negativo. O amor que não é esclarecido e informado, onde não há reflexão, humildade, tolerância, o amor que é acompanhado por concepções em que os adversários são encarados como seres demoníacos, o amor que dá voz a instintos genéticos, o amor que é espontâneo, animal, independente da nossa vontade, passional, é – ou pode ser em muitos casos - particularmente perigoso.
Não devemos enaltecer o carácter espontâneo, natural, do amor. Os amores espontâneos, independentes da nossa razão, podem na realidade ser tremendos pesadelos.
Esses amores podem ter uma base genética, espontânea, natural, mas isso não os torna uma realidade positiva. Há que contrariá-los por via de valores e da nossa consciência e inteligência - por outras palavras, da nossa razão. Ou seja: ao contrário do que se costuma dizer, o amor não é, ou não deve ser, em muitos casos, independente da razão." http://www.loveessaysbook.com/Amor-Valores/Amor-comandar-razao.htm
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