sexta-feira, 27 de junho de 2008

Um anjo

Um anjo vem todas as noites:
senta-se ao pé de mim, e passa
sobre meu coração a asa mansa,
como se fosse meu melhor amigo.
Esse fantasma que chega e me abraça
(asas cobrindo a ferida do flanco)
é todo o amor que resta
entre ti e mim, e está comigo.

Lya Luft

domingo, 22 de junho de 2008

sábado, 21 de junho de 2008

sexta-feira, 20 de junho de 2008


Coloque a si mesmo dentro do foco. Torne-se consciente da sua própria existência. Veja como você funciona, verifique os motivos e os resultados das suas ações. Estude a prisão que você, inadvertidamente, construiu a sua volta. Descobrindo o que você não é você acabará se conhecendo. O caminho de volta a si mesmo vai através da recusa e da rejeição. Uma coisa é certa: o real não é imaginário, não é produto da mente. Até mesmo o sentido de "eu sou" não é continuo, apesar de ser um sinalizador útil; ele mostra onde procurar mas não o que procurar. Apenas dê uma boa olhada nisso. Uma vez que você estiver convencido de que você não pode dizer verdadeiramente nada sobre si próprio, exceto "eu sou", e de que nada para o que você possa apontar pode ser você mesmo, a necessidade do "eu sou" termina. Você não mais tentará verbalizar o que você é. Tudo o que você precisa é livrar-se da tendência de definir a si mesmo. Todas as definições aplicam-se somente ao seu corpo e às suas expressões. Uma vez que esta obsessão com o corpo termine, você reverterá ao seu estado natural, espontaneamente e sem esforço.

Sri Nisargadatta Maharaj - em I Am That

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Mudanças


O interessante da vida é ela ser tão dinâmica, coisas acontecem o tempo todo, que mudam nossa rotina, nosso destino!
Por isso, não podemos ter situações, pessoas ou histórias como certos, tudo isto é mutável.
Quando pensamos ter a certeza de que algo é para sempre, que não existe outra perspectiva, que nada pode mudar isto ou aquilo, vem a vida e prova o contrário.
Nada esta certo, nada é como sentimos ou cremos sentir, nossa certeza também é mutável, na maioria das vezes não temos razão. O que pensamos sentir e sentimos é alterado por todas as surpresas que a vida apresenta.

Juliane Varhau

terça-feira, 17 de junho de 2008

segunda-feira, 16 de junho de 2008

Ausência

Por muito tempo achei que a ausência é falta.
E lastimava, ignorante, a falta.
Hoje não a lastimo.
Não há falta na ausência.
A ausência é um estar em mim.
E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços,
que rio e danço e invento exclamações alegres,
porque a ausência, essa ausência assimilada,
ninguém a rouba mais de mim.

Carlos Drummond de Andrade

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